“Não se julgue, dentro da vida, como alguém que nunca prestará contas dos atos mais íntimos.
Tudo o que praticamos, Dirceu, permanece gravado no livro da consciência. O bem é a sementeira da luz, portadora de colheitas sublimes de alegria e paz, enquanto que o mal nos enegrece o espírito, como tinta escura que mancha os alvos cadernos escolares."

Mensagem do pequeno morto — Carlos por Neio Lúcio

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Suicídio (Cornélio Pires)



Suicídio, não pense nisso Nem mesmo por brincadeira… Um ato desses resulta Na dor de uma vida inteira. 

Por paixão, Quim afogou-se Num poço de Guararema. Renasceu em provação Atolado no enfisema. 

Matou-se com tiro certo A menina Dilermanda. Voltou em corpo doente, Não fala, não vê nem anda. 

Pôs fogo nas próprias vestes Dona Cesária da Estiva… Está de novo na Terra Num corpo que é chaga viva. 

Suicidou-se à formicida Maricota da Trindade… Voltou… Mas morreu de câncer Aos quatro meses de idade. 

Enforcou-se o Columbano para mostrar rebeldia… De volta, trouxe a doença, Chamada paraplegia. 

Queimou-se com gasolina Dona Lília Dagele. Noutro corpo sofre sarna Lembrando fogo na pele.



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